10 outubro 2007

Filipe Menezes

Menezes faz primeiro ataque a Sócrates, Jornal Notícias de 10-10-2007

Quase parece um tsunami apareceu sem aviso e provocou uma onda gigante de reacções.
A deslocação da PSP à sede do Sindicato de Professores da Região Centro, na Covilhã, na véspera de um protesto marcado a propósito de uma deslocação do primeiro-ministro, levou o PSD a ameaçar com uma censura ao Governo.
Não deverá passar aos actos, apurou o JN (porque Menezes não quer usar já o trunfo), mas ficou a ameaça e, desde já, um pedido de audição ao ministro da Administração Interna. O resto da Oposição fez a mesma exigência. Antevendo a crítica, já ontem o ministério tutelado por Rui Pereira anunciara ter sido determinada uma averiguação pela Inspecção-Geral da Administração Interna.

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01 outubro 2007

Tema do dia... Filipe Menezes (Cont.)

Ferreira Leite assume voto em Marques Mendes, Portugal Diário
A ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite assumiu hoje que votou em Marques Mendes e justifica o silêncio que manteve antes das directas com o seu estatuto de presidente da mesa do Congresso do PSD, noticia a Lusa.
«Não tive nenhumas condições para me poder pronunciar sem que violasse completamente o estatuto de presidente da mesa do Congresso que tenho», afirmou Manuela Ferreira Leite, em declarações ao programa «Falar Claro», da Rádio Renascença.
Para Ferreira Leite, mais do que uma vitória de Menezes, as directas representaram uma derrota de Mendes. «Acho que o dr. Menezes não ganhou propriamente as eleições, o dr. Marques Mendes perdeu as eleições. Perdeu se calhar de uma forma injusta mas o sentimento que existia era de quererem uma mudança», reforçou.

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Tema do dia... Filipe Menezes

Menezes é o «reatar do santanismo», Portugal Diário

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou este domingo, na RTP, que a vitória de Luís Filipe Menezes nas directas do PSD representa «o reatar do santanismo». O partido quis dizer que «quer a linha populista de Santana, se bem que agora não seja ele, mas uma figura menos mediática, mas mais trabalhadora».
Para Marcelo, «a maioria do partido pensa que Menezes, com a sua linha populista, vai ganhar as europeias, as autárquicas e as legislativas». Agora, «se se perder tudo, o partido fica nas lonas. Se houver uma nova derrota igual a 2005 o partido fica exangue», avisou.
Quanto a Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa considera que «tirou o tapete» a Marques Mendes e deu-o a Menezes ao não manifestar o seu apoio público ao ex-líder do PSD nas directas para a liderança do partido. «Acho que Manuela Ferreira Leite tem uma experiência política suficientemente longa para saber que prometer dizer o seu sentido de voto e não o fazer e não esclarecer a utilização do seu nome por um candidato teve um peso decisivo a favor desse candidato», considerou Marcelo Rebelo de Sousa.
Para Rebelo de Sousa este não apoio expresso a Marques Mendes da ex-ministra das Finanças e de outros «barões» do partido foi um dos factores que deram a vitória a Luís Filipe Menezes nas directas.
O ex-presidente social-democrata considera ainda que Menezes será um adversário mais fácil para Sócrates: «O populismo de Menezes tem por baixo um bloco central de interesses socialistas».
Quanto à disputa para a direcção do grupo parlamentar, com eleições marcadas para 18 de Outubro, Marcelo Rebelo de Sousa adverte para os problemas de ter Pedro Santana Lopes - que não se excluiu desta disputa - na liderança da bancada: «Cria um partido com dois líderes, um dentro do Parlamento e outro fora».
Sobre a posição do Presidente da República após esta mudança na liderança social-democrata, Rebelo de Sousa salientou que Menezes não se referiu a Cavaco Silva na sua declaração de vitória. «Cavaco vai ter de receber Menezes e vai ser mais «entalado» por ele do que era por Marques Mendes», disse.
Soares explica-se, Primeiro de Janeiro
Mário Soares afirmou ontem que não comentou as eleições directas do PSD e que o que considerou uma “desgraça” foi a fragilização do partido, devido às polémicas surgidas nos dias que antecederam o escrutínio.
“Não me pronunciei sobre a vitória ou a derrota de um dos candidatos, porque não me diz respeito, porque se tratou de uma eleição interna de um partido”, afirmou.
De resto, também ontem, uma fonte da organização da campanha de Luís Filipe Menezes disse que Mário Soares ligou esta tarde ao novo líder do PSD para “lhe dar um abraço e felicitá-lo pela vitória”. De acordo com a mesma fonte, nesse telefonema, Mário Soares fez questão de garantir que as suas declarações que têm estado a ser veiculadas pela Comunicação Social “foram totalmente retiradas do contexto”, tendo “confundido” o que o ex-chefe de Estado queria expressar.
As críticas de Mário Soares – acrescentou a fonte – referiam-se não à pessoa ou à vitória de Luís Filipe Menezes, mas à “eleição fratricida” que decorreu no PSD.

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28 setembro 2007

Curtas...

"Skins" tinham lista de judeus para atacar, Correio Manhã de 28-09-2007

Espancou um imigrante quando festejava o aniversário do nascimento de Hitler. a 20 de Abril, e guardava fotografias de crianças negras com a frase 'Por favor não alimentem os animais'. Está acusado de vários crimes mas, terça-feira, o 'Lobo nazi', como se apresenta o skinhead Carlos Seabra, vandalizou o cemitério judaico em Lisboa. Foi apanhado pela PSP e o juiz mandou-o ontem à tarde em liberdade.
Seabra é quase veterano do movimento neonazi em Portugal, aos 24 anos pertence à Frente Nacional desde a fundação em 2004. E é um militante de armas. Enverga camisolas com a cruz suástica e, em Abril, a Judiciária apanhou-lhe uma espingarda semi-automática, uma granada e dois punhais.
Grupo vai rescindir com 2000 colaboradores, Jornal Negócios de 28-09-2007

A Portugal Telecom (PT) vai alargar o seu plano de redução de pessoal, prevendo para "os próximos anos" a rescisão negociada ou passagem para a reforma de mais dois mil trabalhadores. A revelação foi ontem feita pelo presidente do grupo, e futuro "chairman", Henrique Granadeiro, em entrevista à RTP e ao Jornal de Negócios.
A entrevista de 40 minutos ao programa "Balanço e Contas" (ontem transmitida na RTP 2) prosseguiu mesmo depois das câmaras estarem desligadas, resultando numa longa conversa que será publicada na íntegra no Jornal de Negócios de segunda-feira.

Ferreira Leite trava Menezes, Semanário de 28-09-2007

A intendência dos votos, a pretexto do pagamento de quotas, sem o qual nenhum militante tem capacidade eleitoral, inquinou a campanha das directas de que resultará a escolha do novo líder do PSD. Ideias discutiram-se quase nada.
Debate político e ideológico estiveram ausentes. Felizmente para o Semanário, Luís Filipe Menezes fez uma declaração política a meio da tarde de ontem, quase em cima do encerramento desta edição. Após uma actividade frenética, com múltiplas reuniões, Luís Filipe Menezes declarou solenemente aos jornalistas que "não vai impugnar os resultados eleitorais, nem antes nem depois, que não haverá recurso aos tribunais", porque isso "agravaria a situação no PSD aos olhos do País".
Menezes não respondeu a perguntas, mas manifestou a esperança de que a intervenção de Manuela Ferreira Leite "possa trazer dignidade ao acto eleitoral".

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27 setembro 2007

Tema do dia... Santana Lopes abandona entrevista à SIC Notícias cortada pela chegada de Mourinho (Cont.)



O valor da coragem

Caro Santana Lopes, esse teu bravo acto já mereceu o aplauso público de mais um. Já somos 2...um humilde cidadão e um ilustre pensador.

Talvez seja essa ausência de coragem de vocês, nobres políticos, que permita que ocorram estas barbaridades.

Não estou justificar o injustificável mas interrogo-me se não será a sua ausência a mãe do estado da nação?

A submissão ao “prime time” e as estáticas não será a origem da vossa e da nossa miséria cultural, social e mental?

Apenas agora tive possibilidade de visionar o que aconteceu. Tento na língua Portuguesa, apesar da sua imensa riqueza, encontrar adjectivo para qualificar o ocorrido.

Vou-me ficar por mais um ridículo momento de televisão (nunca de informação)!

Mais um…

Obrigado Pedro.

João Dias de Carvalho
Pacheco Pereira solidário com Pedro Santana Lopes
O antigo eurodeputado do PSD Pacheco Pereira está solidário com a atitude do deputado Pedro Santana Lopes, que ontem à noite recusou continuar uma entrevista em directo na SIC Notícias depois de ter sido interrompido por causa da chegada do treinador José Mourinho a Lisboa.
"Por uma vez concordo com Pedro Santana Lopes: interromper uma entrevista política com um não-evento, sem notícia, nem conteúdo, merece esta resposta", escreveu Pacheco Pereira num post colocado às 22h49 no blog Abrupto.
ler em (Público)

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26 setembro 2007

2º Tema do dia... PSD em chamas!

Guerra no PSD: quem tem razão?, Portugal Diário
O Conselho de Jurisdição aceitou o voto de cerca de oito mil militantes dos Açores, sem terem pago quotas, desde que aproveitem o regime de excepção e paguem as quotas até ao momento de voto. A candidatura de Menezes reivindica o alargamento do prazo a nível nacional, sob este regime de pagamento até ao momento do voto, solução que o candidato tinha já apresentado para o país e como normal funcionamento processual para o pagamento de quotas.
Para Rui Gomes da Silva, membro do CJ e apoiante de Luís Filipe Menezes, estas decisões do Conselho foram uma «atitude deliberada de eliminação de um lado e acrescento do outro», já que «milhares de militantes com as quotas pagas desapareceram dos cadernos eleitorais».
Manuela Ferreira Leite que decida, Portugal Diário
Na opinião do candidato à presidência do partido a última decisão tem de ser tomada pela presidente do congresso, ou seja, Manuela Ferreira Leite. Pelo meio, a declaração de Menezes foi recheada de ataques a Marques Mendes, que acusou estar a boicotar os seus apoiantes.
«O meu adversário demonstrou que não tem estatura política e sobretudo ética para liderar o PSD», começou por referir, indo um pouco mais longe: «Nos últimos meses comportou-se como um pequeno tirano». Falando em «acções dignas do Estado Novo» e na retirada de «três mil militantes» dos cadernos «por cometerem o crime» de serem seus apoiantes.
Menezes lança ultimato ao PSD, Primeiro de Janeiro
Luís Filipe Menezes não só não vai desistir da candidatura às eleições directas para a liderança do PSD, marcadas para depois de amanhã, como deu um ultimato às instâncias de cúpula do partido, entre elas a presidente da mesa do Congresso, Manuela Ferreira Leite, “para repor a legalidade no funcionamento do partido” até “amanhã [hoje] às 24 horas”.
A hipótese de o autarca de Vila Nova de Gaia abdicar da candidatura adversária da de Marques Mendes chegou a ser pensada em virtude da polémica relacionada com os militantes sociais-democratas dos Açores.
Ontem, em conferência de imprensa, Menezes aconselhou o partido a adoptar “uma de duas decisões” – ou a “reposição integral dos cadernos eleitorais” ou a “imposição dos regulamentos nacionais aos Açores”. Como “alternativa”, o presidente de Gaia pediu que “seja permitido que todos os militantes dos Açores possam votar desde que tenham as quotas pagas até sexta-feira”, assim “como no Continente e no arquipélago da Madeira”.

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24 setembro 2007

Curtas...

Teixeira Duarte desiste e aceita plano de Jardim Gonçalves, Diário Económico de 24-09-2007

Jardim Gonçalves tomará na reunião de hoje do conselho geral e de supervisão, órgão a que preside, as medidas necessárias para chamar a si a discussão sobre o futuro modelo de governação do BCP. Pelas 15h00, os seus colegas de conselho, bem como alguns membros convidados do conselho superior, serão confrontados com uma proposta de alargamento da já existente comissão de sustentabilidade e governo societário. O objectivo do fundador do maior banco privado português é que todos os contactos com os accionistas sobre este tema sejam liderados, não pela Teixeira Duarte, como até aqui, ou por qualquer outro accionista, mas sim por esta comissão renovada e presidida por si.

EUA apoiam revolta na Birmânia, Diário Notícias de 24-09-2007

Foram 150 as monjas que ontem se juntaram a mais de dez mil monges budistas que, pelo sexto dia consecutivo, desfilaram pelas ruas de Rangun para protestar contra a junta militar no poder em Myanmar (antiga Birmânia). Desta vez, os religiosos contaram com o apoio de dez mil civis que gritaram slogans a exigir "reconciliação nacional, diálogo com os militares e a libertação de Aung San Suu Kyi e outros presos políticos". O maior protesto das últimas duas décadas contra o regime dos generais conta com o apoio da Assembleia Geral da ONU, que decorre esta semana em Nova Iorque.

Milhares de quotas do PSD pagas só por 4 militantes, Diário Notícias de 24-09-2007

O Conselho de Jurisdição do PSD vai hoje analisar queixas de pagamento de quotas por atacado na Figueira da Foz, na Amadora, em Linda-a-Velha e em Famalicão, onde apenas quatro pessoas pagaram quotas de cerca de três mil militantes. "O arrebanhamento continua", declarou ontem ao DN Guilherme Silva, presidente do Conselho de Jurisdição social-democrata. As denúncias são da candidatura de Marques Mendes.

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21 agosto 2007

Tema do dia... PSD recebeu financiamento ilícito da Somague em 2002

O PSD recebeu ilegalmente em 2002 mais de 233 mil euros em donativos indirectos de uma construtora civil, a Somague.Os dados são revelados por um acórdão do Tribunal Constitucional (TC), a que a agência «Lusa» teve acesso.
O TC deu como cabalmente provado que a Somague, SA pagou uma factura no valor de 233.415 euros por serviços prestados ao PSD e à JSD pela empresa Novodesign, embora afirme «ignorar o que fundamentou tal liberalidade», refere o acórdão, de 27 de Junho passado.
O documento, que já seguiu para o Ministério Público, conclui que o PSD violou a lei do financiamento dos partidos incorrendo em «ilegalidades objectivas» puníveis com coima não só ao partido como aos dirigentes partidários responsáveis, e perda a favor do Estado dos valores ilegalmente recebidos.
Por outro lado, as empresas envolvidas estão igualmente sujeitas a coimas, de acordo com a lei.
A factura suspeita foi detectada em 2006 durante uma inspecção do fisco à sociedade Brandia Creating, Design e Comunicação, na qual se integra a Novodesign, Companhia Portuguesa de Design.
Os inspectores encontraram uma factura emitida à Somague, SA, com a data de 15 de Março de 2002, no valor de 233.415 euros, e outras sete, com a mesma data, cuja soma dava os mesmos 233.415, com a indicação «por serviços prestados ao PPD/PSD».
ler em (Público)

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31 julho 2007

Curtas...


Alexandre Relvas e Balsemão apoiam Mendes
Alexandre Relvas, o homem a quem Cavaco Silva chamou, durante a campanha presidencial, o seu "Mourinho", é o mandatário nacional da campanha de Marques Mendes para as directas de 28 de Setembro. Um apoio que, não sendo uma surpresa (Relvas já tinha aceite ser o redactor do programa eleitoral para 2009) acaba por ser a confirmação do aval dos cavaquistas à continuidade do líder social-democrata. Boa parte dos ex-ministros e barões conotados com o Presidente da República fazem parte da comissão de honra da recandidatura de Mendes. Um órgão que, soube-se esta tarde, é presidido por Francisco Pinto Balsemão, militante número 1 do PSD.
Condenados três agressores de Francisco Assis
O Tribunal de Felgueiras condenou hoje três dos quatro agressores do ex-líder da distrital do PS/Porto, Francisco Assis, pelo crime de ofensa à integridade física qualificada. Um dos arguidos foi absolvido, uma vez que o tribunal entendeu que as imagens televisivas não foram suficientemente esclarecedoras do seu envolvimento nas agressões. O juíz classificou as agressões a Francisco Assis como um "acto de barbaridade, violência extrema e cobardia", por considerar que o mesmo teve de enfrentar sozinho uma "multidão".
Mendes diz que Sócrates está em falta grave
Apresentado por Alberto João Jardim a um mar de mais de 30 mil militantes e simpatizantes do PSD, Marques Mendes gastou uma boa parte do tempo de antena na festa anual do partido no Chão da Lagoa a tecer elogios ao seu anfitrião, que lhe deu a honra de encerrar as intervenções políticas no palco. «Alberto João Jardim merece a maior das homenagens. Não é por acaso que em 33 anos, o partido teve 40 vitórias. Não tem promessas nem anúncios, tem obra feita no terreno. Não é de fugir aos compromissos, não é de arranjar desculpas para aquilo que não se fez». Elogios feitos poucos minutos depois de Jardim ter chamado Sócrates de mentiroso e de o acusar de fomentar o separatismo na Madeira.
Fátima Felgueiras pronunciada (Autarca vai a julgamento por oito crimes)
Fátima Felgueiras foi hoje pronunciada por sete crimes de participação económica em negócio e um de abuso de poder na forma continuada, no processo que envolve o extinto Futebol Clube de Felgueiras e a Câmara Municipal local. Além desta acusação, a autarca está a ser julgada pelo Tribunal de Felgueiras por 23 crimes, no chamado processo do "saco azul". No âmbito do mesmo processo, o juiz de instrução decidiu, ainda, enviar a julgamento outros nove arguidos, entre os quais o ex-presidente do município, Júlio Faria, tendo despronunciado o arguido Fernando Ferreira Sampaio e o próprio Futebol Clube de Felgueiras.

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25 julho 2007

Francisco Sá Carneiro III

Artigo completo em O Acidental LONG PLAY

"Desde o Verão de 1975, poucos como Sá Carneiro foram tão claros e veementes na recusa deste regime. Denunciou o militarismo. Negou o marxismo. E declarou, para escândalo geral, não partilhar o objectivo de alcançar uma “sociedade sem classes”, então um dos dogmas mais sagrados do novo regime e aceite igualmente pelo PS, pelo PCP e por todas as facções do MFA.
Para as forças de esquerda nunca houve dúvidas: Sá Carneiro, por mais que falasse de “socialismo personalista”, não era dos deles. Também nunca reconheceram ao seu partido, rebaptizado como Partido Social Democrata em 1976, um lugar à esquerda."
"Mesmo assim, as esquerdas identificaram-no logo como o mais perigoso “agitador” daquilo que Mário Soares, em 1977, designava como a “onda das forças reaccionárias, para não dizer fascistas”."
"Não foram apenas as esquerdas que se irritaram com a linguagem e a atitude de Sá Carneiro. As direcções partidárias das direitas também não gostaram dele. É que muita gente à direita, habituada à existência tecnocrática e apolítica a que a reduzira o salazarismo, dispunha-se a colaborar com o poder militar e a esquerda governamental, tal como antes tinha colaborado com Marcello Caetano."
"Esta “liberalização” pela porta do cavalo nunca entusiasmou Sá Carneiro. Sabia ser impossível dar confiança aos empresários enquanto tudo continuasse dependente dos humores incertos do poder militar e esquerdista, que continuava a não querer condenar o Partido Comunista, nem a podar os seus feudos."
"Sá Carneiro não se limitou a reivindicar condições de crescimento económico – fê-lo em nome do que ele chamou “clareza democrática”: o dever dos políticos, em democracia, de apresentarem opções claras de governo, e o direito do povo de as sufragar em eleições.
Só assim, segundo Sá Carneiro, os políticos teriam autoridade real para cumprir os seus programas, e só assim o povo se poderia sentir verdadeiramente representado. Repare-se que nada disto tinha que ver com o “basismo” das esquerdas revolucionárias."
"Queria antes, por via representativa, obter uma real identificação da população com o poder, por forma a aumentar a autoridade e a eficácia desse poder. E isto porque, para ele, não havia na sua época outra possibilidade de dar ao poder autoridade e eficácia a não ser pela democracia."
(Continua)

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23 julho 2007

2º Tema do dia... Luis Filipe Menezes candidato à liderança do PSD (continuação...)

"Quando, em 1995, no histórico congresso do Coliseu, Luís Filipe Menezes chamou «sulistas, elitistas e liberais» aos apoiantes de Durão Barroso, a generalidade dos analistas vaticinou-lhe o fim político.
O caso não parecia para menos: Menezes fora brindado com uma valente vaia e saíra da sala do Coliseu a chorar, amparado por amigos acabrunhados.
Eu, porém, achei o contrário.Nessa mesma semana, escrevi que aquele não era o fim mas o princípio da carreira de Luís Filipe Menezes como dirigente do PSD.
O Coliseu, para ele, não fora uma sala mortuária mas um trampolim."
DN On Line - Março de 2005
"Ali, no Alentejo, a pergunta é se acha que os sulistas são elitistas e liberais?
"Agradeço a sua pergunta, quase que a encomendava", responde Menezes com sorriso aberto, alegre. "Eu não teria dinheiro para pagar ao Sr. Seguela a notoriedade que aquela frase me deu."
E explica-se "Eu estava muito cansado", conta. "A seguir à frase fiz uma paragem e houve, na plateia, uma primeira onda de contestação - ainda me lembro quem foi.
Depois foi em catadupa". Após exorcisar o trauma, regressa à política: "Se fosse hoje trocaria 'sulista' por 'centralista': era o que eu queria dizer"."
Ou seja, vamos ter a oposição aos Centralistas (do Terreiro do Paço), Elitistas (do Terreiro do Paço) e aos "Pseudo-Liberais" (do Terreiro do Paço)! Enfim (ler, finalmente)...
Eu sou "Tripeiro", Português e Liberal (Social).
Este é o sentido e a tradição do pensamento das gentes do Porto, a Cultura da Liberdade está inscrita nos granitos e na alma deste povo.
Quer pela forma quer pelo conteúdo característico da nossa forma de falar - "com aquele calão todo", expressamos o nosso direito a ser livres.
Antigos, Nobres (no carácter), Leais e Livres.
E, como disse Aristóteles, "O homem é um animal político."
Caro Luís Filipe Menezes, aqui fica uma breve nota histórica:
"A cidade do Porto desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes -- o famoso Cerco do Porto -- valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D.Maria II, do título -- único entre as demais cidades de Portugal -- de Invicta Cidade do Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas), donde o epíteto com que é frequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta»).
Alberga numa das suas muitas igrejas - a da Lapa - o coração de D. Pedro IV de Portugal, que o ofereceu à população da cidade em homenagem ao contributo dado pelos seus habitantes à causa liberal."

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2º Tema do dia... Luis Filipe Menezes candidato à liderança do PSD


"Luis Filipe Menezes, numa conferência de imprensa hoje às 20h00, disse que com ele na liderança o partido "será ganhador" e "recuperará o dinamismo". A sua candidatura visa ainda "dar uma nova esperança aos militantes" para as eleições de 2009."


"«Seria uma enorme irresponsabilidade que no PSD onde há uma enorme descontentamento que, assumindo as responsabilidades nas críticas, não assumisse com as regras que existe - que para mim servem - uma candidatura que será uma candidatura de vitória», afirmou Luís Filipe Menezes, explicando porque mudou de posição em relação ao Conselho Nacional de sábado."


"O discurso teve recados internos mas foi também dirigido a todos os portugueses que estão descontentes com a situação do país e com o Governo liderado por José Sócrates. “Quero provar que a vontade real do país, é a vontade do PSD”, assegurou o adversário de Marques Mendes. Menezes afirmou que é candidato para “derrotar os interesses instalados” e para “acabar com um ciclo político” que se inclinava para a derrota do PSD nas eleições legislativas de 2009."


"«Sou candidato para que o PSD pense o País, para que o País volte a pensar em nós», afirmou, acrescentando que, entre as prioridades que elege, estão «os jovens sem horizonte» e os «idosos abandonados à sua sorte». Menezes afirmou que quer dar voz «às bases» e «uma nova esperança aos militantes»."

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20 julho 2007

Francisco Sá Carneiro II

Artigo completo em O Acidental LONG PLAY
FRANCISCO SÁ CARNEIRO: UM PROJECTO DE LIBERDADE
[Rui Ramos, Outra Opinião, Lisboa, O Independente, 2004, pp. 154-170]
"Em 1980, no meio das ruínas de uma ditadura e de uma revolução, Sá Carneiro propôs aos portugueses fazerem de Portugal uma democracia como as outras democracias da Europa ocidental. Nunca quis mais do que isso. Também nunca quis menos. Por isso, irritou as esquerdas, ainda presas ao socialismo revolucionário. Mas incomodou também as direitas – sobretudo aquela direita a quem sempre bastaram os negócios e empregos permitidos pelo paternalismo de Marcello Caetano, pela confusão do MFA, ou pela tolerância do Dr. Mário Soares."
"Em Dezembro de 1979, Sá Carneiro foi o primeiro político na história de Portugal a passar da oposição ao poder única e exclusivamente em virtude de uma clara maioria eleitoral. Nunca tinha acontecido antes dele. Sá Carneiro não foi um mítico D. Quixote solitário, predestinado para a tragédia: foi um líder político capaz de formular um projecto ao qual uma maioria dos portugueses aderiu na década de 1970. É essa história que é preciso perceber."
"Mas quando, em 1969, Sá Carneiro aceitou um convite para ser eleito deputado no Porto, não foi para “servir” como os seus parentes. Como muitos outros, convencera-se de que, com a substituição de Salazar por Marcello Caetano, as direitas, até então submetidas a Salazar, iriam conduzir a transição para um regime fundado no sufrágio universal, com eleições limpas e partidos políticos legais. Sá Carneiro preparou-se para fazer política."
"Depressa descobriu que se enganara. A estratégia de evolução ultramarina de Marcello Caetano não era compatível com qualquer evolução política. Caetano admitia a independência do ultramar, mas sem entrega aos partidos armados que combatiam a administração portuguesa. Por isso, precisava de continuar a guerra. Ora, para continuar a guerra, não se podia permitir o luxo de uma democracia de tipo ocidental, que as esquerdas certamente aproveitariam para espalharem a sua propaganda derrotista. Havia, porém, um processo de democratização que Marcello Caetano, aliás na tradição salazarista, queria incentivar: era a “democratização económica e social”, através da abertura de espaço para a iniciativa empresarial e da expansão dos serviços do “estado social”."
"Sá Carneiro desorientou os salazaristas, tanto como os antisalazaristas. Ninguém nunca soube bem como o classificar. Quase toda a gente, tanto dum lado da barricada como do outro, estranhou a definição de “liberal”. O termo, para além do sentido de “liberalização”, tinha então um significado sobretudo histórico: referia-se aos estados constitucionais do século XIX."
"As esquerdas anti-salazaristas também sorriam da “inocência” de Sá Carneiro: acreditava na “democracia burguesa”, sem perceber que só uma nova ditadura de marxistas convictos poderia erradicar o salazarismo. Os salazaristas e os marxistas não eram de facto inocentes. Uns e outros nada esperavam de uma população que eles consideravam “atrasada”, a precisar da albarda de burocracias iluminadas. Sá Carneiro, logo em 1969, discordara: “recuso-me a aceitar que sejamos assim, que o nosso povo tenha por natureza de ficar eternamente sujeito ao paternalismo de um homem, de um sistema, ou de uma classe."
"Comprometeu-se então com o general Spínola, de quem tentou fazer um presidente da república eleito, e portanto com a legitimidade democrática necessária para resistir ao assalto dos marxistas. Mas o general sofria do mesmo problema de Caetano: a identificação com um projecto ultramarino que, para ser viável, requeria a continuação da guerra. Isso deu a iniciativa aos oficiais do MFA, aconselhados pelas esquerdas. No seu célebre confronto com o MFA na Manutenção Militar, em Junho de 1974, Sá Carneiro ainda respeitou a linha ultramarina do general. Percebeu depressa que era um beco sem saída. Em Julho, apesar de ainda sublinhar a importância de uma “consulta democrática” no ultramar, reconhecia: “há que descolonizar rapidamente”. Agiu sempre em função do que era possível."
"A Constituição de 1976 impunha os objectivos do socialismo revolucionário, incluindo “a apropriação colectiva dos principais meios de produção”. O esquerdismo funcionava assim como uma fonte de legitimação do poder mais importante do que as formalidades democráticas."
(Continua)

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19 julho 2007

Na blogosfera se fala de...

O PSD vive mais uns dias de agitação. Mais uns dias, a adicionar aos anos que já passaram, apenas...
Mas, isso não é grave pois ele está de volta:
Quem é este? Recomento que sigam o link...

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Francisco Sá Carneiro

Francisco Sá Carneiro nasceu no Porto a 19 de Julho de 1934 e morreu a 04 de Dezembro de 1980, na queda do avião em que seguia, ocorrida em Camarate, nos arredores de Lisboa, aos 46 anos de idade.
Como deputado da chamada Ala Liberal, ainda na vigência do Estado Novo, elaborou projectos de lei que visavam restabelecer os direitos dos cidadãos e as liberdades públicas.
Após o 25 de Abril de 1974, foi fundador e líder do Partido Popular Democrático/PSD, envolvendo-se na formação da Aliança Democrática (uma coligação PSD/CDS/PPM), que conquistou o poder com maioria absoluta.
Foi o 111º primeiro-ministro português - quinto da III República - tendo exercido esse cargo entre 03 de Janeiro de 1979 e a data da sua morte.
Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.
Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes...
Vinte e cinco anos depois dos acontecimentos, contudo, continuam-se a existir duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção de um avião que não era novo), ou a de atentado (nesse último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa).
“Antes quebrar que torcer” é um ditado popular que encaixa perfeitamente no perfil de Francisco Sá Carneiro. Era um homem com fortes convicções e um enigmático carisma. O seu entusiasmo contagiava. Fez parte do restrito lote de políticos que foram admirados por amigos e adversários. Assumiu com frontalidade a sua visão para o País.
De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, o seu objectivo era “a construção de um estado democrático integrado na Europa”. Foi um elo entre dois mundos: espalhou a utopia de um país livre e recebeu apoio amplo da comunidade nacional.
A acção política de Francisco Sá Carneiro durou apenas uma década, mas deixou marca. Foi o “fundador da direita democrática”, afirma António Costa Pinto, professor do Instituto de Ciências Sociais. Nunca teve receio de rupturas. Em nome de um Portugal moderno e democrático.(ler mais)

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18 julho 2007

Tema do dia... "Paula Teixeira da Cruz responsabiliza apoiantes de Menezes por crise no PSD em Lisboa"

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, responsabilizou hoje apoiantes de Luís Filipe Menezes pela crise que o PSD atravessa em Lisboa, depois da derrota eleitoral de domingo.
“Os apoiantes do doutor Luís Filipe Menezes têm muita responsabilidade em todo este processo”, afirmou Paula Teixeira da Cruz aos jornalistas, à margem da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML).Segundo a também presidente da distrital de Lisboa do PSD, “são pessoas que são muito responsáveis por toda esta crise, porque criaram constantemente episódios e focos de instabilidade e agora estiveram com candidaturas adversárias”.
Questionada sobre se defende sanções para estes militantes sociais-democratas, Paula Teixeira da Cruz remeteu essa avaliação para o conselho de jurisdição do PSD. “Vou fazer uma leitura política e exigir responsabilidades políticas”, acrescentou.Segundo Paula Teixeira da Cruz, apoiantes de Luís Filipe Menezes exigiram a queda da Câmara e criticaram o então presidente Carmona Rodrigues e “depois militaram na candidatura dele”.
Hoje à noite, pelas 21h30, decorre uma reunião da Comissão Política permanente da distrital de Lisboa do PSD, em que Paula Teixeira da Cruz poderá anunciar se se demite da presidência daquela estrutura na sequência da derrota eleitoral nas eleições intercalares de domingo.

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