26 Outubro 2007

BCP

Jardim pediu a Santos Silva uma proposta urgente para a fusão dos dois, Semanário de 26-10-2007

O BPI avançou ontem com uma proposta para iniciar negociações com o Conselho de Administração Executivo do BCP, no sentido de uma eventual fusão entre os dois bancos.
Artur Santos Silva e Fernando Ulrich reagiam assim ao pedido formulado por Jardim Gonçalves, que, deste modo, contorna o conflito institucional instalado.
Porém, meios financeiros admitiram ao Semanário que o BPI já antecipa o fracasso e, por isso mesmo, apresentou um preço médio de 3,25 euros por acção, 2% acima da cotação de ontem, muito abaixo do valor real do banco.
O BPI avançaria agora amigavelmente para depois poder lançar uma OPA hostil, contando mesmo com a hipótese de aparecerem outros corredores nesta corrida, numa estratégia que só se explica pela grande estima que Santos Silva e Ulrich têm por Jardim Gonçalves.

BPI propõe fusão com o BCP para crescer no mercado externo, Público de 26-10-2007

O Banco BPI anunciou ontem ter proposto ao BCP o avanço para a fusão das duas instituições. A concretizar-se o desafio lançado por Fernando Ulrich, surgirá o terceiro maior banco da Península Ibérica em activos (133 mil milhões de euros), com uma dimensão que lhe permitirá uma aposta mais sustentada no exterior. Nesta proposta de casamento, que surge depois de ter sido derrotada no mercado a oferta pública de aquisição lançada pelo BCP (era presidente Paulo Teixeira Pinto), o BPI propõe um processo de troca em que cada acção do banco fundado por Jardim Gonçalves valerá 0,5 acções do que foi criado por Artur Santos Silva. E reivindica para si a presidência executiva da nova instituição, que terá o nome de Millennium BPI. Filipe Pinhal tem até ao dia 15 de Novembro para se pronunciar, mas deverá fazê-lo antes, talvez já na próxima semana, dado que o CGS e a comissão executiva reúnem-se segunda-feira.

Fusão Millennium/BPI: Ulrich quer liderar o maior banco português, Jornal Negócios de 26-10-2007

Fernando Ulrich abriu ontem a porta a um reforço das relações com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), num movimento que visa conquistar o apoio do banco público para a proposta de fusão que o BPI fez à administração e ao presidente do conselho geral e de supervisão do BCP. Um estender de mão que não é alheio ao facto de, segundo tudo indica, o Governo não se ter oposto à oferta de integração do banco liderado por Filipe Pinhal no grupo presidido por Fernando Ulrich.
"É nosso desejo que a CGD mantenha e desenvolva uma posição com algum significado no Millennium BPI", anunciou o banqueiro, sublinhando que além de ser accionista do BCP (com 2%), a Caixa tem um acordo de colaboração (por concretizar) com aquele banco e é sócio do BPI em Moçambique. "Temos uma experiência de convívio como parceiros que tem corrido muito bem."

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